Depois do envio de José Sócrates para um centro de novas oportunidades em Paris e na iminência de Santana Lopes privatizar o Totobola, os sócios desta Taberna sentiram-se obrigados a tomar as rédeas do país, tendo como base de comando este espaço!

31 de outubro de 2012

Um exemplo Municipal a seguir


O poder local, ao contrário do que tem sido a tónica nas últimas dezenas de anos, não deveria servir apenas para fazer obras, na sua maioria, patéticas e para empregar pessoas, muitos deles baseados no amiguismo.
Deveriam e devem ser um serviço à população. Criando interesse para os munícipes e para a população em geral pelo concelho. Tornando-o atractivo, dinâmico e "descomplicador". Só desta forma terá algum interesse para os munícipes, caso contrário, não passa de um braço armada da burocracia, de uma visão tachista da coisa e, pior, de uma total ausência de utilidade.

Mas, nem tudo é mau no erário municipal. A Câmara Municipal de Idanha-a-Nova criou e está a desenvolver um projecto muito interessante que se denomina: "Em Idanha há lugar para ti não emigres. Migra!". Neste programa o município publicita que:
"Temos forma de ajudar a implementar as tuas ideias de negócio, do Turismo à Agricultura e Pecuária, das Artes ao Ensino e Cultura. Para apoiar o empreendorismo e inovação criámos e adaptámos, a Incubadora de Empresas, a Incubadora de Base Rural, Zonas Industriais, Zonas Históricas, Zonas Naturais e Termais. Antes de partires para outras paragens, vem conhecer-nos melhor. Prometemos ouvir as tuas ideias e projectos."

Não qual estará a ser a adesão a este projecto, nem qual a capacidade de apoiar da câmara, mas a ideia é excelente e personifica totalmente uma das funções da que os municípios devem providenciar, ainda mais em alturas de crise como a que estamos a viver.

Deixo o link do site para quem estiver interessado em mais informação. Saber mais.

Clear all


Parece que o Jeffrén aproveitou o jogo com a Académica para fazer um soneca. A mim não espanta nada. Com a seca de futebol que o Sporting joga, qualquer um está sujeito a adormecer.
Uma das principais tarefas do Voltaren vai passar por fazer um "Clear all" na cabeça de todos os jogadores. Para que todos os resquícios das ideias amorfas que vinham da cabeça do Sá Pinto se evaporem de vez.

Dúvida de ocasião

O que fariam todos os constitucionalistas deste país, a começar no auto-intitulado supre-sumo da coisa João Miranda, e o Tribunal Constitucional se rasgarmos o acordo com a Troika ou se sairmos do Euro?

Vão considerar inconstitucional o quê? A fome generalizada? A miséria generalizada?

Será que esta gente não percebe a coisa mais simples do mundo?
A Troika é quem paga os salários aos funcionários públicos!
A Troika é quem paga as pensões!
A Troika é quem financia a Educação!
A Troika é quem financia a Saúde!
Quem achar o contrário é um completo imbecil que não percebe nada do que se passa no mundo.
Podem haver soluções diferentes para um mesmo problema, mas, neste caso, o diagnóstico é igual para todos!

Eles ainda não acabaram

Afinal há mais clones do Sócrates, além dos nauseabundos Augusto Santos Silva e, principalmente, Pedro Silva Pereira, Sócrates deixou mais um germe no parlamento. De seu nome João Galamba. O novo cão de fila do PS. Mantém a mesma característica dos seus antecessores: é uma besta!

30 de outubro de 2012

E eu tão pouco


Na semana passada, descobrimos que a Câmara Municipal de Lisboa do genial António Costa vai ficar responsável pelas despesas da genial Fundação Saramago. Ou seja, água, luz e demais coisas comezinhas não cabem na genialidade da Fundação. Os génios, como se sabe, não sabem o que é a conta da luz. Seja como for, este encargo significa mais 50 mil euros por ano. Coisa pouca, diga-se. Nada que se compare à doação da Casa dos Bicos à Fundação Saramago, depois de ter sido devidamente arranjada com obras financiadas pelo erário público. Portanto, bem vistas as coisas, tudo isto acaba por fazer sentido: a CML fez uma espécie de habitação social para um génio, e agora tem de pagar as despesas correntes do génio. E, atenção, as declarações da Presidenta da Fundação também fazem todo o sentido. Pilar del Rio anda por aí a dizer que a democracia está morta, que não há democracia. Tenho de concordar: de facto, não há democracia quando alguns privilegiados dispõem deste acesso directo ao erário público.  Mas deve ser tão bom bancar o benemérito com o dinheiro dos outros.

P.s. Saramago como personalidade causa-me repulsa. Porque não gostava de Portugal, porque era anti-democrático, porque era mal educado e porque era casado com uma personalidade asquerosa. Por tudo isto ganhei aversão a toda a sua obra. Não a consigo dissociar da personalidade do autor.

Tudo dito



Pedro Passos Coelho, hoje.

Maradona


Parabéns ao melhor jogador de sempre!

Biblioteca Digital DN (2)

Sobre os contos 3 e 4 da Biblioteca Digital do DN.

Um Romance, da autoria de Rui Zink, é um conto com uma história engraçada, bem enredada, relativamente bem escrito e com o estilo muito próprio de Zink bem definido. As piadas estúpidas em rodapé poderiam muito bem ser evitadas até porque não acrescentam nada ao conto (excepção das notas 5 e 6), mas se assim fosse não estaríamos perante o pseudo irreverente Rui Zink. De qualquer forma, trata-se de um bom conto. Com um final muito próprio.

Luísa Costa Gomes, com o conto intitulado Mania, foi o quarto desta iniciativa. Não sei de quem terá sido a responsabilidade pela compilação dos contos, mas de uma coisa tenho a certeza, este conto não deveria ter sequer entrado nas possibilidades de participação. É mau demais. Além de não ter nada de novo, já que foi retirado de uma livro da autora datado de 1984, apesar de rescrito (e relido, terá sido?).
Também não sei qual será a ideia concreta do DN, mas colocando-me na pele de um dos escritores/autores convidados para pertencer a esta série, teria todo o gosto em escrever um conto inédito para esta iniciativa. Neste caso não existiu sequer esse brio, não sei se por parte da autora ou se por não ser exigível pelo DN. De qualquer das formas, foi o pior conto desta série e, porventura, terá sido das piores coisas que alguma vez li.

Que Estado queremos e quanto queremos pagar?


Esta é, possivelmente, a mais importante interrogação a que estamos sujeitos nesta altura. É este o debate mais estruturante que deve estar na agenda dos partidos do arco da governação.
Qual o papel e a dimensão que o Estado deve ter no futuro? Que funções do Estado se compadecem com a actual (e futura) estrutura económica nacional?
Colocando a questão de outra forma: O Estado tem dinheiro para o quê?
Por definição, numa economia todos os recursos são limitados e o grande desafio passa pela sua maximização. O Estado tem este problema. No caso português, além de limitados, os recursos são/serão escassos. Por isso compete ao Estado maximizar esta função de utilidade social.
Esta reformulação do paradigma do Estado Social tem que vir para cima da mesa. Foi o que fez Passos Coelho quando lançou o apelo de refundar o Estado Social, colocou na agenda política a necessidade de rever e reformular todas as funções que o Estado deve provir à sociedade.
Esta é uma discussão complicada, dura e com certeza fracturante, mas, a bem da nação e da sustentabilidade do país, deverá existir coragem política para a debater.
Qual o nível máximo de impostos que devem ser cobrados para que a economia não asfixie e para que seja possível manter um crescimento, mesmo que praticamente endémico, com alguma constância? No meu entendimento, deve ser este o ponto de partida para redefinir, ou refundar, as funções do Estado Social, sendo certo que uma parte dessas funções estão já garantidas (pensões, por exemplo). Calculando-se este limite máximo de impostos a pagar (receita fiscal) atingir-se-á um valor máximo de despesa (aparelho estatal), a qual não deverá ser ultrapassada de forma sistemática. É isso que cria défice e são os sucessivos défices que criam/criaram a dívida.
Por estas razões considero que Gaspar deveria ter feito um orçamento de base 0 (zero) para 2013. Um orçamento em que se partisse precisamente desta premissa, apesar de se saber de antemão que seria um orçamento com défice. Enquanto isso não acontecer, provavelmente, e de forma sucessiva, as previsões dos orçamentos de estado vão falhar.
Aparte, esta questão do défice 0 e voltando ao tema central deste post, a importância de trazer esta agenda para a ordem do dia redundará provavelmente na imprescindível alteração da constituição, nomeadamente, no que: às funções do Estado; aos direitos adquiridos; e, provavelmente, aos limites deficitários diz respeito.
No memorando da Troika previa-se que duas terças partes do ajustamento fossem pelo lado da despesa. Foi manifestamente imprudente assumir esta ambição. Até porque, como temos verificado, não é fácil assumir-se a impossibilidade de cortar na despesa sem tocar em áreas como educação, saúde, pensões e salários. Toda a gente fala em cortar na despesa do Estado, mas muito pouca gente aceita que se mexam nas áreas que correspondem a cerca de 90% dos gastos do Estado. Então como é que se pode cortar na despesa?
É pura demagogia falar-se em cortes na despesa sem abordar de forma clara quais as futuras e principais funções e deveres que o Estado deve ter para com a sociedade. É aqui se deve centrar aquele que, porventura, será o mais estruturante e essencial debate político da nossa sociedade nos próximos anos.
O apelo à responsabilidade política dos principais partidos é por isso, mais que nunca, um apelo à salvação e a sustentabilidade da nação.
Pelos visto, e para variar, a irresponsabilidade do PS veio imediatamente à tona. Continuam a falar em crescimento, sustentando-o com dívida e consequentemente com aumentos de impostos, com uma leviandade atroz.

29 de outubro de 2012

Ler

O Pedro Correia no Delito de Opinião, Soares: abecedário contra a crise.

Destaco estas duas parte do post, que explicam bem quem é, o que pensa, a falta de conhecimento que tem e a enorme desonestidade intelectual de Mário Soares:

BANCOS. "Como é que nós vivemos se não pagarmos? Vivemos! Não vamos morrer. Não é o caso de um país morrer assim de repente só porque não tem dinheiro... Vamos aos bancos, vamos a outras coisas... Há muita gente que tem muito dinheiro."

NOTAS. "Basta dar à manivela das notas e pôr o Banco Central Europeu a fabricar euros para tudo se resolver de um dia para o outro."

Selecção de miseráveis parvoíces

As mirabolantes escutas que Pinto Monteiro quis, num último acto em que demonstrou todo o seu carácter e a forma conivente e comprometida como sempre actuou, que fossem graves e das quais o triste Público fez eco.

A entrevista de Sampaio sob a égide da apresentação da sua biografia (1000 páginas? Para dizer o quê?), assumindo a dificuldade que tem em assimilar conhecimento, já que ainda não aprendeu que de facto não há vida para lá do défice, ou se há será muito pior que a que temos.

Mais um caso de deturpação de declarações por parte da Lusa, desta vez ao ministro da Defesa.

As constantes aparições na imprensa do maior intrujão português, sem a mínima noção do ridículo em que está enleado.

26 de outubro de 2012

Para sábado - SMM




Tudo convidado!
Toca a aparecer!

Bon Iver

Hoje no Campo Pequeno.

A herança de Sá Pinto

10 jogos oficiais - 1 vitória.
Desconto, obviamente, os 2 jogos com uma equipa amadora da Dinamarca.
Que se traduz na eliminação da Taça de Portugal, afastamento da luta pelo título e na muito difícil passagem à fase seguinte da Liga Europa.
A espiral é claramente negativa (ainda se voltou a verificar não só pelo resultado mas principalmente pelo acumular de situações) e adivinha-se um trabalho muito complicado para o novo treinador. Sendo certo que, caso consiga fazer alguma coisa, leia-se jogar um futebol consistente (tem plantel para isso!) e fazer uma série de vitórias, terá o reconhecimento dos melhores adeptos do mundo.

E rigor, não?

Um dia destes, na véspera de um teste, claro, ligou-me uma amiguinha que anda no 10º ano na área de Economia a perguntar o seguinte:

"Se um país tem um taxa de desemprego de 15% quer dizer que 15 em cada 100 pessoas está desempregada, certo?"

À qual respondi:

"Não, errado. Quer dizer que 15 em cada 100 pessoas da população activa está desempregada."

E por definição, a taxa de desemprego é a % de população activa que está desempregada. Neste caso consideram-se desempregados os inscritos nos centro de emprego. Porque possivelmente o número de pessoas sem emprego é superior ao número de pessoas que representam a taxa de desemprego.


Desemprego em Espanha supera os 25%. Uma em cada quatro pessoas não tem trabalho

A jornalista que escreveu isto, no teste já tinha uma pergunta errada. E se calhar até nem tinha positiva... Rigor precisa-se!

25 de outubro de 2012

Adeus Trotski

Quando chegares (à União Soviética?) manda saudades que é coisa que cá não deixas.

Títulos alternativos para este post:
"Boas notícias para Portugal"
"Chuiquinho encosta"
"Viva a democracia"
"Elevação do debate parlamentar volta a ser possível"

Tal como os chapéus, títulos também há muitos. Agora notícias destas há poucas:




A forma como abandona a vida parlamentar activa é um espelho da realidade com que sempre pautou a sua intervenção política. Preferiu destituir-se a assumir as responsabilidades que lhe foram confiadas pelos portugueses, através do voto, renunciando a um mandato que terminaria apenas daqui a pouco menos de 3 anos. No fundo agiu como sempre, baseou a sua decisão em retórica puramente oca e mentiu a quem nele confiou.

Continuará a ser um dos mais dignos representantes da espécie Esquerda Caviar que pulula tristemente por este Portugal fora.

Quando chegares manda saudades que é coisa que cá não deixas.

Um homem culto e da cultura

Francisco José Viegas irá abandonar a Secretaria de Estado da Cultura por motivos de saúde.
Teve uma difícil tarefa, mas globalmente considero o seu trabalho muito positivo e corajoso. Não é fácil gerir uma secretaria de estado com um orçamento inicialmente baixo e com obrigatoriedade de caminhar de corte em corte. Ainda mais numa área onde a dependência, o pedantismo e os grupinhos proliferam ao ritmo da natalidade na Índia. A coragem com que afrontou muitos desses poderes instalados, não descurando a garantia e manutenção dos apoios que considerava vitais, foi a sua maior vitória.
Se a isso juntar-se a definição e colocação do património como ponto central da esfera cultural nacional, temos uma, necessariamente positiva, perspectiva do trabalho realizado.
Desejo-lhe as rápidas melhoras, para que possa voltar rapidamente ao papel de editor e à blogoesfera.
Francisco José Viegas é inegavelmente um homem culto e da cultura. E isso faz toda a diferença e representou um corte com anteriores responsáveis pela pasta da cultura.
Espero que quem o substitua também o seja.

Na muche (2)

A propósito da saudável discussão que vai aqui, aproveito para deixar mais uma perspectiva.
De uma pessoa cujas opiniões muito respeito e que, dentro do universo a que pertence em Portugal, o dos banqueiros, é sem dúvida o melhor e mais sério.


Elementar

"Aparentemente existe um enorme desvio entre aquilo que os portugueses acham que devem ser as funções sociais do Estado e os impostos que estão dispostos a pagar."

Vítor Gaspar, ontem no Parlamento.

24 de outubro de 2012

O CDS é isto...



O inarrável João Almeida foi para o Canadá - para uma conferência com uma delegação da AR?? - e o Adolfo-“Não esperem de mim que aceite que este Orçamento do Estado é, tal como está, inalterável. E terei oportunidade de o dizer directamente ao ministro das Finanças”-Mesquita-Nunes está numa reunião da Comissão Parlamentar de Ética. De Ética. Veja-se bem a ironia da situação...

Cortes na despesa

Via João Miranda no Blasfémias:


1. Todos os portugueses são a favor de cortes na despesa.
2. É melhor cortar na despesa do que aumentar impostos.
3. Os cortes não podem ser em bens essenciais como educação, saúde e segurança social.
4. Os cortes também não podem ser feitos na cultura, nem na segurança, nem na justiça.
5. As empresas de transportes são essenciais.
6. Não pode haver cortes no serviço público de televisão. Cortar na RTP levaria à degradação da programação televisiva.
7.Cortar nos transportes, no subsídio de desemprego e nos complementos para idosos é prejudicar os mais fracos.
8. A minha área específica de trabalho é absolutamente essencial. Nem pensar em cortar aí.
9. Protestos contra corte de despesa são sempre maiores que as manifestações a favor de cortes na despesa.
10. Não há memória de protestos contra aumentos de despesa.
11. Ganham-se eleições a prometer aumento de despesa. Nunca se ganham eleições a prometer cortes.
12. Corte-se em tudo menos nos salários das pessoas.  E menos nas pensões. E menos no apoio às empresas.
13. Cortar no investimento público causa desemprego.
14. Os cortes não devem ser cegos, embora o aumento da despesa o possa ser.
15. Todos os cortes devem ser precedidos de estudos infindáveis. Esta regra não se aplica ao aumento da despesa.

Franky

É este o primeiro nome do novo treinador do Sporting. O apelido é demasiado complicado de escrever e de pronunciar. Por isso, será apenas Franky.
Esta escolha traz por si só uma (espero que seja apenas a primeira) enorme vantagem:
Scolari não vem!
Quando ao resto é esperar para ver. Ser estrangeiro já ajuda, e agora é esperar que ponha a equipa a jogar à bola. Nesta fase de descrença, que dura desde Peseiro, "bastará" isso para cair nas boas graças dos sportinguistas.

23 de outubro de 2012

Biblioteca Digital DN (1)

Sobre os dois primeiros contos da Biblioteca do DN:

O primeiro, da autoria de Pedro Paixão, intitulado A Musa Irrequieta fez com tivesse imediatamente vontade de procurar mais informação sobre Pedro Paixão e ficar com vontade de ler algo mais. Provavelmente pegar no livro "Do Mal o Menos" que reúne toda a ficção escrita por si até ao ano 2000.
Além deste efeito, o conto apresenta-se bem estruturado, muito bem escrito e com um enredo interessante que se desenvolve de forma concisa - chega a ser comovente no final e termina com dois parágrafos poderosos.

A Cidade Líquida, da autoria de João Tordo, foi o segundo conto. Teve um só efeito: dificilmente vou, algum dia, dedicar o meu tempo a ler o que quer que seja de João Tordo. Pode ter algum sucesso, pode ter ganho alguns prémios, mas literatura e boa escrita é que ele não faz. E não preciso de ler um romance para perceber isso.

É precisamente este o factor mais importante desta iniciativa do DN. Poder ter contacto com 31 autores, alguns que já conheço e outros que não, e perceber se valem a pena. Ter a percepção do interesse ou desinteresse que esses autores podem despertar. Aguardemos pelos próximos.

22 de outubro de 2012

Na muche

César das Neves hoje no DN:

"Seja expresso em leis ou negociações de ministério, através das queixas de funcionários, polícias e médicos ou por pressão de câmaras, construtoras e fundações, vendo-se no crescimento de pensionistas e desempregados ou no apoio à agricultura e PME, o que é indiscutível é que a despesa pública arranja sempre maneira de subir. Isto significa, ao contrário do que tantos dizem, que o Ministério das Finanças não é culpado, mas vítima. Aliás foi o Tribunal Constitucional que desgraçou o país. Impedindo o corte de salários e pensões, 70% da despesa, obrigou a subir impostos. Isso estrangula a economia, que paga os salários e pensões."

Triste país este

Como é que é possível dar-se relevo a uma sondagem (ou um estado ou que raio é aquilo a 503 pessoas) tão absurda como ignorante que o jornal i, juntamente com uma empresa, supostamente de estudos de mercado, chamada Pitagórica, em que é perguntado às pessoas o seguinte:

O governo deveria cortar na despesa pública em vez de aumentar os impostos?

Não sei quem é mais ignorante, se a redacção do i, se os responsáveis da tal empresa de estudos, se os parolos que compraram hoje o jornal por causa desta chamada de capa ou se os media que dão eco a estas barbaridades.

O coitado do povinho que não tem capacidade para discernir é que vai sendo enrolado nesta teia de barbaridades.

P.s. Aproveito para deixar uma sugestão a estes génios que trabalham na Pitagórica.

Podiam fazer também uma sondagem a 503 funcionários públicos e perguntar-lhes o seguinte:

Preferiam ser despedidos já amanhã (com o argumento da redução de despesa) ou que os portugueses todos dividissem entre eles o esforço de vos sustentar o emprego como está previsto no OE2013?

Não há paciência para estes "jornaleiros de 5 tostões".

Sporting a caminho dos distritais

Se muitas vezes não estou de acordo com Eduardo Barroso, quer pelo timing quer pelo teor das declarações que por vezes profere, desta vez não posso estar mais de acordo.
Se não tivesse existido uma anormalidade como o Bettencourt, esta direcção ficaria desde já na história como a pior direcção da história do Sporting. Desconfio que, se ficar lá mais algum tempo, vai de facto conseguir apoderar-se desse título.
O fim da SAD do Sporting é um cenário mais que real e caso nada seja feito acontecerá no final desta época. A exemplo do Rangers, da Fiorentina e outros clubes, teremos que recomeçar com novo nome e pelos distritais. A força dos adeptos do Sporting manter-se-á, mas o reerguer será doloroso.
Godinho Lopes é um banana que não percebe nada de futebol, não percebe nada de liderança, não percebe nada de gestão de conflitos, não percebe nada de comunicação. Além disso ganhou as eleições de forma, digamos, peculiar. Com contornos de dúvida que minaram a sua legitimidade.
Mais do que nunca tem que haver um corte com TODOS os dirigentes estiveram no Sporting nos últimos 15 anos. Levaram um dos maiores clubes nacionais à ruína e é imperativo escorraçar de vez esta gente.
A forma como esta direcção tem gerido o futebol é uma tragédia de facto. O projecto desportivo falhou em toda a linha e este triste processo de demissão de Sá Pinto foi tão só a estocada final. Luís Duque só se preocupa com almoçaradas e em comer que nem um labrego (nem sei como ainda não teve um avc) e Freitas em mais de dez anos de Sporting errou muito mais do que acertou com claro prejuízo para o clube.
Portanto, só espero que no Conselho Leonino, oportuna e ajuizadamente marcado por Eduardo Barroso, se inicie a discussão acerca de eleições antecipadas e que a gente que está no Sporting tenha um pingo de vergonha própria e de respeito pelo clube. Se o tiverem, pedirão a demissão dos órgãos sociais nos próximos dias.

19 de outubro de 2012

Cabeçadas

Já descobri com quem é que o Bagão andou à cabeçada!
Foi com a Manuel Ferreira Leite!
Eram os dois tidos como pessoas ponderadas, pessoas que sabiam do que falavam, que tinham experiência governativa.
De um momento para o outro iniciaram-se de forma exemplar na arte do dilúvio oral, com especialização na área dos disparates e da auto-contradição.
Deve ter sido cá uma cabeçada!

P.s. Eu já tinha desconfiado...

Biblioteca Digital DN

O DN lançou na quarta-feira uma iniciativa muito interessante. A Biblioteca Digital.
A troco de um registo online no site, ou seja, a troco de ceder os dados de email para a lista da Controlinveste, pode-se ter acesso a dois contos digitais por semana, um à Quarta e outro ao Sábado, até 30 de Janeiro.
Serão 31 contos de 31 autores, entre eles Afonso Cruz, Mário Zambujal, Pedro Mexia, Gonçalo M. Tavares, Manuel Jorge Marmelo, entre outros.
Já li o primeiro, do Pedro Paixão, e recomendo.

18 de outubro de 2012

As verdades são para ser ditas


O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, acusou hoje o PS de ser o responsável pelo Orçamento “mais difícil dos últimos anos”. “Esta é a factura da festa da governação socialista”, afirmou Santos Pereira, na Assembleia da República.

“Que não haja dúvidas que este Orçamento é factura do passado”, afirmou o ministro da Economia.

Santos Pereira frisou que os portugueses estão agora a pagar a “factura da festa da governação socialista”, a “festa” das PPP, “a festa de quem usava o QREN para projectos eleitoralistas, para já não falar na festa da Parque Escolar”. “Anos de festa e agora estamos todos a pagar a factura da vossa festa”, acusou o ministro, que recebeu palmas das bancadas da maioria e protestos dos socialistas.

Por isso o ministro disse não perceber como o PS tem a “desfaçatez” de vir dizer que o país está no buraco. “É tempo de largar a pá e parar de cavar o buraco”, concluiu. 

A voz dos clientes (2)

Pavões=Hienas=Abutres

Depois de ler o comunicado de portas ao País, que pelo conteúdo não se entende a sua redacção  dou comigo a pensar em Pavões que se envaidecem quanto alguém lhes dá atenção, em Hienas que esperam pelo melhor momento para se apropriarem de peças que outros caçaram, em Abutres que circundam, circundam, circundam  até atacarem carcaças.

P.s. Como se pode observar os nomes dos seres estão em letra maíuscula ao contrário do político.

Alexandre Pires

Swept Away

Primeira audição do novo álbum de Marc Johnson - Swept Away lançado com a chancela da ECM.
Muito bom. Joey Baron em grande (como sempre!), Marc Johnson com um som fantástico, Eliane Elias muito bem (muito melhor que em registos anteriores) e Joe Lovano sempre a acrescentar algo muito pertinente.



Correlação?

Ontem o jornal Público mentiu descaradamente aos portugueses.
Hoje a redacção está de greve por terem despedido quase 50 colaboradores.

Só não percebe a correlação positiva destes dois factos quem não quer!

Cantar Tango é para quem o sabe sentir

Hoje de manhã vinha a ouvir a Antena 2 (sim, nem toda a gente ouve a Comercial de manhã) e entre músicas, por volta das 8h veio o noticiário.
Como é apanágio da estação, não foi um daqueles noticiários típicos dos últimos tempos, cheios de ruído e de notícias dadas ao desbarato e sem a mínima análise. A exemplo da RTP2 que tem o melhor telejornal nacional, também a Antena 2 tem o melhor noticiário da rádio. Deve ser do número.
Um dos convidados hoje era José Jorge Letria (JJL), que explanava o seu raciocínio acerca do Secretário de Estado da Cultura e sobre um manifesto sobre a Cultura. Não sendo totalmente de acordo com a sua posição, percebe-se rapidamente que o interlocutor é uma pessoa culta e da cultura e isso faz toda a diferença na forma como se abordam as questões e como se colocam as opiniões.
A determinada altura vem à baila o Tango. Parece que JJL cantou Tango e chegou a gravar discos a cantar Tango. A propósito, foi-lhe solicitado que cantasse um Tango em directo (depois de ter passado um excerto de uma gravação do mesmo Tango que iria cantar). Cantou o Tango dos Pequenos Burgueses - Gravado com José Mário Branco em 1969 em Paris (segundo o próprio).
Foi pouco mais que desastroso. Uma autêntica afronta aos Maestros del Tango.
Como JJL referiu: hoje em dia já não canta.
Acrescentaria eu: Obrigado por tão profícua decisão!


P.s. Para quem goste de Tango, de música em geral, ou do espírito de Buenos Aires, recomendo este documentário. Que ainda há poucos meses passou na RTP2.

Afinal (ainda) temos CDS

Foram precisos três dias para Portas anunciar o óbvio.
Veremos agora que propostas a bancada parlamentar do CDS apresentará de forma a reduzir o enorme aumento de impostos.

Obrigatório - Fernando Ulrich

Devia ser obrigatório ouvir a entrevista de Fernando Ulrich ontem à RTP.
Se não quiserem ouvir tudo, pelo menos os primeiros 6 minutos devem ouvir.

Fica aqui o link: http://www.rtp.pt/play/p944/e96016/de-caras

17 de outubro de 2012

The Great Gatsby


Acabei ontem de ler o livro. Muito bom. Lê-se num impulso.
Agora vou tentar ver o filme. Primeiro o original com Robert Redford e no início do ano o remake com Leonardo DiCaprio.

Ainda o CDS

A propósito do post que escrevi ontem, não posso deixar de concordar com a opinião de alguém, filiado no CDS, que muito estimo e sigo com atenção neste mundo dos blogs.

"Não é tempo do CDS lançar o País numa profunda crise política de consequências imprevisíveis. Não, não é desse modo que o partido vai recuperar a confiança do seu eleitorado, antes pelo contrário. Um conservador que se preze, assume com determinação a responsabilidades dos seus actos e escolhas (erros inclusivé) até às últimas consequências."

João Távora no Corta-Fitas

O puto que não se cala

Bagão Félix parece aqueles miúdos da escola que não se calam um minuto e em quem só apetece dar um par de estalos para ver se pelo menos enquanto chora não fala.
Não há paciência para ouvir um homem que se julga uma sumidade, que assume uma postura de altivez baseada sabe-se lá em quê, que não fez nada pelo país enquanto esteve no governo e que agora deu em criticar tudo e todos sem critério. Só mesmo numa sociedade como a nossa, com uns media como os nossos, é que há espaço para esta gentinha explanar constantemente a sua verborreia intelectual.


P.s. Manuela Ferreira Leite, parece que está a ficar igual. Deve ser viral.

16 de outubro de 2012

O que é o CDS?

Na discussão do OE2013 irá finalmente perceber-se se este CDS (liderado e moldado por Portas) é ou não um partido capaz e um partido que sirva o país, ou se - como desconfio - não passa de um grupo de gente (a começar no líder) que viu no partido uma forma de poderem chegar a cargos que nunca conseguiriam se estivessem noutro qualquer partido político.
E com isto não considero que o CDS deva votar de cruz na proposta de OE ontem apresentada por Gaspar. Digo-o porque não basta assumir posições ridículas (não há outro adjectivo para classificar um tal de João Almeida), emitir sound-bytes sobre redução de despesa e não aumento de impostos e aplicar constantemente e de forma leviana o discurso do pensionista e do contribuinte.
É óbvio que se o CDS apresentar propostas de cortes na despesa exequíveis que permitam mitigar ou eliminar algumas das subidas de impostos, o PSD e a restante oposição não se oporão. Se esta proposta causa tanta indignação ao CDS, terão com certeza várias propostas para o aliviar.
Portanto, está na altura de se assumirem como um partido relevante, e não apenas uma farsa de partido, ou não passarão de um BE em potência, flutuando ao sabor das eleições, circunscrevendo-se como um partido menor e em quem não se pode confiar. Muito menos para governar.

Pena

É o que sinto do povinho português.
O povinho das manifestações.
O povinho a que a esquerda apela.
O povinho que não consegue perceber nada do que se passa no mundo.
O povinho que elegeu duas vezes Sócrates.
Pena.
Não consigo sentir mais nada por essa gente.

O duro revés de Romney

Depois do elã ganho por Mitt Romney após o primeiro debate com Obama reflectido na vantagem nas sondagens posteriores ao debate, eis que nos últimos dias Romney teve um duro revés na sua campanha para a presidência dos EUA. Provavelmente será decisivo e dificilmente será ultrapassável para Romney.

O que foi? O Soares escreveu uma carta aberta para jornais americanos a apelar ao voto em Obama. Provavelmente o rumo destas eleições terá mudado irremediavelmente a favor de Obama, tal é a força e a consideração do povo americano por este baluarte intelectual. Parece que Romney e os seus companheiros de campanha foram apanhados totalmente desprevenidos e não têm conseguido reagir à forte onde de apoio a Obama após a carta de Soares.

Se o ridículo matasse estávamos livres deste energúmeno há muito tempo.

15 de outubro de 2012

Balsemão quer mandar governo abaixo

O Expresso e a SIC (quem mais?) apresentaram uma sondagem feita a 1021 pessoas (~0,01% da população) residentes em Portugal.
Ora, baseando-me na metodologia utilizada, também fiz uma sondagem.
O tema era: O Expresso ainda é um jornal de referência?
Fui ao site da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação e até ao 3º bimestre a circulação do jornal Expresso, em termos médios, foi de 93.228 unidades por semana, o que deve dar uma venda semanal na ordem dos 80.000 mil exemplares, a manter-se a tendência verificada até ao 2º bimestre.
Até Junho tivemos 26 sábados, o que equivale a dizer-se que se venderam aproximadamente 2 milhões de jornais Expresso. Entrevistando 200 pessoas (~0,01%) cheguei às seguintes respostas:



P.s. O título é "a la Expresso".

Disparates

Se neste país o disparate pagasse impostos, já estávamos livres da Troika e das gigantescas dívidas que o governo Sócrates deixou para as próximas gerações.
Agora foi a vez de Sampaio, esse baluarte da democracia. Esquece-se é que foi ele quem estendeu a passadeira a Sócrates, esqueceu-se que foi o dinheiro da Troika que evitou uma catástrofe social em 2011 e está a esquecer-se que está a ser este Governo (com erros, obviamente) a tentar equilibrar as coisas - algo que já não é pouco tendo em conta o históricos dos últimos governos.

Açores, 1 derrota e várias vitórias

O PSD foi o único partido que ontem perdeu nas eleições regionais nos Açores.
O PS ganhou.
O PCP, apesar de ter tido uns estrondosos 1,9%, também.
O BE, com os 2,3% também.

12 de outubro de 2012

O tó-zé escreveu isto ontem no Público

1.A forma como está a ser apresentado ao país o OE para 2013 é mais um exemplo daquilo que tenho qualificado como sinais de desorientação política e de incompetência na acção deste Governo e do primeiro-ministro.
Medidas precipitadas e retiradas sob pressão. Avanços e recuos em matérias fundamentais como a TSU e o IMI. Discursos divergentes entre membros do mesmo Governo. Um primeiro-ministro ausente. Um governo sem rumo. [Então mas o recuo na TSU não foi a maior vitória política de que o PS se gaba nos últimos 2 anos?]
Após um ano em que o país andou para trás e com os falhanços do Governo no objectivo do défice, na dinamização da economia e no combate ao desemprego, estes sinais de desorientação e de impreparação são preocupantes e são exactamente o contrário daquilo que o país precisa.
E o brutal aumento de impostos já anunciado contém uma factura de 2500 milhões de euros que os portugueses vão ter de pagar em resultado dos falhanços e da incompetência deste Governo. [Não Tó-zé, não é por falhanços deste Governo, é por causa da dívida! Sim, a dívida. Sim, a dívida que as gentes do seu partido deixaram para os portugueses pagar!]
De facto, este Governo falhou no diagnóstico da crise, e por isso falhou na estratégia. Este Governo falhou na receita e, por isso falhou nos resultados. O desemprego disparou, a recessão e a dívida agravaram-se e ficou-se muito aquém nos objectivos para o défice orçamental. [Tó-ze, a estratégia foi negociada pelo seu partido  - na altura quem não se lembra de ouvir Sócrates a dizer que tinha sido um acordo muito bom para o país? - e assinada pelos principais partidos de governo.]
Tenho dito e a realidade tem, infelizmente, confirmado os meus alertas, que a receita da austeridade “custe o que custar” só conduz a mais recessão, a menos economia, a mais sacrifícios e a mais desemprego. E o que se sabe do orçamento para 2013 mostra que o Governo vai insistir no erro e consequentemente no empobrecimento do país, no aumento do desemprego, e na fragilização da economia. Esta linha política não conduz só a mais recessão. Mina a confiança e aumenta a incerteza no dia-a-dia das pessoas. [Quando refere que esta estratégia mina a confiança, deve estar a referir-se ao facto das taxas de juro de mercado para emissão de dívida estarem nos níveis mais baixos dos últimos 3 anos, certo? É aí que se vê a confiança. E pelos vistos Portugal começa a voltar a ser visto como um país que merece...o quê??...confiança!]
Mas o mais grave é que o Governo transformou Portugal num país sem esperança. Não admira por isso que muitos portugueses perguntem: isto tem mesmo de ser assim? Não há alternativas?
Desde há mais de um ano que a minha resposta a estas perguntas é simples e directa: sim, há uma alternativa. Sim, há outro caminho! [Uau!]
Uma alternativa e um caminho que combinem com equilíbrio e com inteligência a necessidade de rigor nas contas públicas e a prioridade do crescimento económico com protecção do emprego. [Desculpe? Isso quer dizer o quê? Como é que se faz?]
2. Para vencer a crise e para restaurar a esperança, o país precisa de uma alternativa e de uma resposta política que integre o plano nacional e o plano europeu. [Pois, quem nos está a emprestar dinheiro é o Afeganistão! Já me esquecia...]
Este não é nem o momento nem o local para apresentar de forma exaustiva todos os detalhes da alternativa política que o Partido Socialista tem para o país. [Claro está, é só o local para fazer propaganda.] Mas quero destacar duas prioridades e algumas medidas extraordinárias que os sucessivos falhanços deste Governo tornaram absolutamente urgentes. [Mais medidas extraordinárias? Não acha que a malta está farta disso? Assim não vais lá Tó-zé...]
1.ª prioridade – Acompanhar e participar activamente no novo consenso europeu em torno do pacto de crescimento – ter voz na Europa. [Tipo a voz que o Hollande teve na negociação do pacto orçamental da UE? Que teve que meter o rabinho entre as pernas e perceber que quem empresta dinheiro é que manda? Ai Tó-zé, tó-zé que não tens mesmo a noção do tamanho de Portugal...]
2.ª prioridade — Relançar o crescimento económico (condição necessária à consolidação das contas públicas). [Cá está! Fácil não é?? Como é que ainda ninguém se lembrou disto? Que génio este Tó-zé!]
Uma alternativa política consistente tem de assumir estas duas prioridades que se constituem hoje como um autêntico desígnio nacional.
No plano europeu, há mais de um ano que defendo um papel mais activo do Banco Central Europeu de modo a reduzir os custos do financiamento do nosso país. Recordo que, este ano, vamos pagar cerca de 9000 milhões de euros pelo serviço da dívida. [Ora, deixa cá ver de onde é que vêm esses 9000 milhões de euros?? Ah!, já sei! Da dívida! Criada e contraída por quem? Em grande parte pelo PS, baseado exactamente na mesma ideologia que o Inseguro defende. Quer alterar o papel do BCE, está boa essa! Então agora o BCE é que devia financiar os Estados? O BCE financia a economia e os Estados financiam-se nos mercados! É assim que funciona! Não era o Tó-zé que falava no início do texto em impreparação?? Muito preparado parece este rapaz...]
Outra das propostas incide na necessidade do nosso país dispor de mais tempo para consolidar as contas públicas. Mais tempo significa menos austeridade e menos sacrifícios para as pessoas e para as empresas. A trajectória e a sua sustentabilidade são mais importantes que uma data concreta para alcançarmos o nosso objectivo. Queremos consolidar as nossas contas públicas com as pessoas e não contra as pessoas. [Quem foi que negociou o acordo, quem foi??? Avanços e recuos? É isso que está a falar?]
No plano nacional, das medidas de urgência que proponho no quadro da alternativa política que o PS tem para o país quero destacar as seguintes:
– Criação de uma linha de crédito a contratar com o Banco Europeu de Investimento, no valor de 5 mil milhões de euros, para apoiar as Pequenas e Médias Empresas com dificuldades de acesso ao crédito; [Ora aí está! Apresenta uma medida que nem sequer sabe se é possível realizar! O BEI deve estar desertinho para emprestar dinheiro a Portugal. Começa a demagogia barata!]
– Criação de fundo de recapitalização no valor de 3 mil milhões de euros para reforçar a capacidade de tesouraria das Pequenas e Médias Empresas, utilizando metade da verba disponível e não utilizada pelos bancos para a sua recapitalização; [E continua! O fundo de recapitalização dos bancos pode ser utilizado até ao final do memorando da Troika. Quem garante que não será necessário voltar a utilizar? E mais! Então esse fundo é criado com um objectivo e o Tó-zé à boa maneira socialista, pretende dar-lhe um rumo completamente diferente... Brilhante!]
– Colocar 3 mil milhões de euros do QREN, Quadro de Referência Estratégica Nacional – fundos comunitários –, que estão parados, ao dispor da economia portuguesa, por exemplo, utilizando-os em projectos de reabilitação urbana; [Ainda bem que teve o cuidado de explicar o que quer dizer QREN. Também podiam ser utilizados para melhorar as linhas ferroviárias, por exemplo! Nem sabe se são precisos esses fundo para reabilitação urbana, qual o propósito dessa reabilitação, vale a pena fazer a reabilitação. Mas isso não interessa. É preciso é dizer um disparate qualquer com um número grande. Esquecendo-se do essencial! Para que os fundos do QREN possam ser utilizados é necessária uma parte de contribuição nacional. Ora, se não temos dinheiro, nem nos estamos a financiar nos mercados livremente, como fazemos?]
– Reduzir os custos das empresas e das famílias com os combustíveis e com a energia, através da criação de postos de combustíveis de linha branca, mais baratos, e da abolição de uma das taxas do gás natural. Actualmente o gás natural é taxado à saída de Espanha e à entrada em Portugal – abolir uma das taxas faria com que o preço do gás fosse mais baixo; [Excelente ideia! Mas quem é que ia abrir os postos de combustíveis de linha branca? O estado?? Give me a break! Fucking communist!]
– Criação de um banco do fomento, de propriedade pública, à semelhança do que existe noutros países, focado no apoio ao investimento e beneficiando dos próximos fundos comunitários (2014-2020), em conjugação com recursos do BEI. [Ah! Ah! Aqui está a verdadeira razão deste artigo! Até se nota que foi acrescentado à posteriori (a pontuação é diferente da que vem de trás). Como ouviu dizer que o governo ia propor uma medida semelhante, quis fazer crer que foi da sua genial cabecinha que surgiu esta ideia! Triste figura oh Tó-zé...]
– Reposição do IVA reduzido na restauração; [Finalmente uma medida exequível!]
– Taxa sobre as parcerias público-privadas. [Sobre as PPP's criadas e blindadas pelo anterior governo PS? E quanto é que vale esse imposto? O gabinete já fez as contas? É que ainda em 17 de Setembro na RTP falava deste imposto mas não sabia quanto valia. Dizia, na altura, que tinha pessoas da sua confiança a fazer os cálculos! Ora, calculo que sejam pessoas muito preparadas, por isso já devia haver pelo menos um valor de referência que demonstre o interesse dessa taxa. Mais demagogia!]
Estas são algumas das medidas que o Partido Socialista [não era o Tó-zé em nome próprio que as propunha? Foi o que pareceu lá atrás...] considera que devem ser adoptadas para fazer face à situação de emergência económica e social em que este Governo colocou os portugueses. [Este governo??? Hahahahaha....]
Mas com realismo e com sentido de responsabilidade devo também dizer que a alternativa política que proponho não será nem um caminho de facilidades, nem de soluções rápidas para os problemas que o país enfrenta. O meu propósito é continuar a apresentar ao país uma alternativa credível e que dê esperança às pessoas. Essa alternativa está a ser aprofundada com a participação de centenas de militantes e independentes e radica na urgência da mudança de caminho e de prioridades. Para uma alternativa responsável. [Responsável é um termo engraçado para alguém que escreveu um texto destes e só apresentou uma medida exequível, apesar de não quantificada!]

P.s. Por estas e outras é que o Público está na situação que está... Dar cobertura directa a este tipo de modus operandi político é pouco mais de execrável...

Mais um exemplo de socialismo

Que é o mesmo que dizer: mais um exemplo de pura e desmesurada demagogia.
A propósito da troca dos carros do grupo parlamentar, não me choca que, após término do contrato vigente de locação, tenham negociado outro contrato idêntico.
O que me choca são declarações como a de Francisco Assis que são a essência do que são os socialistas. Um bando de mentirosos, falsos preocupados e que tudo o que dizem é para enganar o povinho. Nada do que apregoam se aplica a eles. Aí alto! Sacrifícios sim, mas para os papalvos do povinho, não para nós! Então agora íamos andar de Clio? Andem vocês [povinho] que são uns seres inferiores e que têm que fazer sacrifícios. Nós não! Nós somos a vossa salvação e por isso temos que andar em Audis A5!
Custa-me viver num país em que as pessoas não têm a mínima noção desta realidade e ainda votem em gente desta...

Actualização


Também há um ano

A propósito do último álbum da Tori Amos sobre o qual já foi feita referência aqui, veio-me à memória que há cerca de um ano estava em Roma a assistir ao meu segundo concerto dela.
Curiosidade que, exactamente no dia 12 de Outubro, escrevi sobre um dos 3 dias em Roma, a propósito de uma espécie de reportagem de viagem, para um blog de alguém muito especial. Deixo o link (aconselho  a visita porque além do texto têm as fotos e podem consultar os outros 2 dias da reportagem) e segue-se a transcrição do texto:

:::É como ir a Roma e não ver....a Tori!!:::| dia 2

Organização é tudo. Ainda mais quando o tempo é limitadíssimo. Acordar de madrugada. Quinze minutos é o tempo que cada um deve demorar a preparar-se, garantir que isso acontece depende de todos.
“Em Roma sê romano” por isso mesmo o pequeno-almoço incluído na tarifa do Hostel foi num restaurante…Filipino. Restaurante este que, a julgar pela macia cozedura do pão servido, deveria ter um acordo com um qualquer dentista…talvez Filipino.
Termini – Ottaviano de metro. A pé, seguindo milhares de pessoas, passando por dezenas de vendedores de tours cujo principal desafio era acertar na nacionalidade de quem por eles passava só pela aparência, até ao Vaticano. Imponente, não pela grandeza da praça de São Pedro, mas pelo ambiente que paira, pela penumbra muitas vezes disfarçada (muito mais que em Fátima) das emoções. Por certo influenciada pelo tamanho das filas de espera, pela afluência exorbitante de turistas, principalmente orientais e brasileiros quase todos pouco dados a transmitir a imagem, verdadeira diga-se, de um Brasil sentimental e devoto.
Bilhetes pré comprados na mão significa evitar uma fila que tinha com certeza horas e que deitaria por terra todo o esforço da Organização. Entrada no museu do Vaticano. Capela Sistina só no fim, até lá toda uma viagem por salas, salões, galerias, esculturas, quadros, tapeçarias, frescos. Uns com interesse outros nem tanto. Esplendoroso é com certeza, completo também, mas para quase todos não passa de um percurso, demasiado longo para muitos, até ao ansiado e arrebatador final. Monumental, fantástico, glorioso,… Chiiiiiiu! Silence! No photos!
Depois de tanta arte junta, um simples spaghetti seria percepcionado como uma estranha opção. A complexidade de um Gnocchi foi a opção. Saboroso por sinal, reconfortante no final.
“Salve, César!”. Chegámos! Imperial! Não há muito mais a dizer. Gladiadores, leões, lutas, mortes, milhares a assistir, são as imagens que chegam a uma velocidade incrível sem passarem por qualquer filtro. De volta à realidade.
A Organização está a cumprir. Próxima paragem: Piazza Navona. Capuccino, gelado e cervejas. Não se discutem valores, exerce-se um ritual.
“Ao fundo à esquerda.” Cá estão eles! Os três Caravaggio’s na igreja de San Luigi dei Francesi.
De mapa em riste, serpenteando ruas e mais ruas até chegar à Fontana di Trevi. Desta vez de dia e agora sim para cumprir a tradição e mandar a moeda.
Piazza di Spagna fica quase no final da rota de um dia repleto de caminhadas, de conversas, de olhares, de momentos, de pessoas, de muitas pessoas. A Via dei Condotti veste-se de gala para nos receber e abre-nos a porta para a eloquência, para o charme, para o glamour, para a extravagância.
Quase na hora do mais aguardado momento, afinal o motivo da viagem. Por puro acaso foi Roma que se perfilou como a melhor opção, maximizando a equação de hipóteses, mas poderia ter sido outra cidade qualquer, porque na realidade o objectivo era superior e transversal à localização.
Parco della Musica – Sala S. Cecília, destino final! Uau! Que espaço fabuloso! Stress! Não há fotos! Ups! A segurança não resiste! Há fotos!
Baixam as luzes de sala, entra o quarteto de cordas, fantástico diga-se, começa o espectáculo! Ela entra! Delírio. Paixão. Alívio (é mesmo ela!). Missão cumprida. Música.
Desfrutar. Imaginar. Pensar. Voar. Sonhar. Respirar. Ouvir. Sentir. Pressentir.
Pizza (what else?) para reconfortar a alma, ainda em estado eufórico.
Dormir.

Um ano de Taberna Ventura


Comemora-se hoje um ano desta Taberna. Muita coisa foi escrita, o número de clientes tem aumentado - inclusivamente esta semana foi sem dúvida a semana com maior afluência de clientes, tantos que quase esgotaram as últimas reservas de vinho -, a contribuição tem aumentado e as referências também.
Para o próximo ano pede-se, a todos os que têm mostrado estima por esta casa, que contribuam o mais possível para a melhoria desta Taberna, até porque 2013 se avizinha como um ano de muitos acontecimentos dignos de "tabernices".
Aproveito para agradecer a todos os que têm seguido esta aventura ao longo destes primeiro 12 meses. E, após a grande vindima de Setembro, adivinha-se boa pinga para o ano.
Obrigado a todos!

11 de outubro de 2012

Coitadinho do Paulinho

O coitado do Paulo Campos diz que aos 47 ano ainda precisa do apoio dos pais para sobreviver.
Pois bem, se a justiça em Portugal funcionasse isto não aconteceria, porque este senhor estaria na prisão e não precisaria da ajuda dos pais para sobreviver, porque lá sempre teria comida e roupa lavada.

Austeridade

Veio para ficar.
Aqueles que pensam que em 2014 tudo volta aos anos que antecederam o princípio desta crise (2008) estão muito enganados.
Nada voltará a ser como era. O crédito dificilmente voltará a ter custos ridiculamente baixos como tinha, as empresa dificilmente voltarão a empregar mais pessoas do que aquelas que de facto necessitam, a compra de carros novos nunca mais voltará aos níveis dessa altura e, espera-se, que os hábitos de consumo e poupança da população tenham sofrido alterações bastante relevantes. Que apesar de serem impostas e austeras, eram e são absolutamente necessárias para um ajustamento do país.
Austeridade não é um sinónimo de crise, é uma consequência. A crise irá abrandar e o clima económico melhorará dentre de poucos anos. Mas a austeridade apenas desaparecerá do léxico nacional quando as pessoas, o estado e as empresas se ajustarem à nova realidade. Que é a presente e será, com muita proximidade, a futura.

Nobel Literatura (3)

Mo Yan, foi o galardoado.
Nunca li nada. Mas vou ler brevemente.

Nobel Literatura (2)

A minha aposta vai para Haruki Murakami.
O meu desejo, num misto de patriotismo e encantamento, seria para Lobo Antunes.

10 de outubro de 2012

Há Homens e homens

Nas altura complicadas e nos gestos que exigem hombridade e escrúpulos é que se diferenciam as pessoas.
Aqui fica mais um exemplo de alguém que poderia ter sido um Homem, mas preferiu ser apenas um homem.

P.s. era bom que esta característica estivesse presente na escolha do próximo treinador.

Um mestre em matéria de desfaçatez, desavergonhice e falta de seriedade


A andar de tartaruga nas Seychelles, aquando de uma visita de Estado, que se veio a revelar essencial para o desenvolvimento estratégico de Portugal no final dos anos 90 e seguintes. Sendo actualmente um dos principais parceiros comerciais de Portugal. Se não fosse a visão estratégica deste senhor, nem sei onde estaríamos. Obrigado Soares.

Público

É má a notícia de que O Público se irá reestruturar recorrendo ao despedimento de 48 colaboradores.
Mas as empresas privadas funcionam assim. Adequam a estrutura às condicionantes de mercado. Mesmo que o accionista principal tenha lucros de outros negócios.
Mas há pequenos pormenores que a administração do jornal não reconhece: a manifesta queda de qualidade do jornal, a inconsequente e prejudicial procura pelo sensacionalismo e os constantes erros de análise que, certamente, muito leitores têm afastado.
Por outro lado, ter cronistas como José Manuel Fernandes e Miguel Esteves Cardoso, ter suplementos como ipsilon, inimigo público, P3, fugas é motivo inequívoco de orgulho e qualidade.

O exemplo

"Austeridade excessiva pode prejudicar terrivelmente a democracia."

Quem o diz é Jorge Sampaio, que, como se deverão lembrar, exerceu o seu cargo de forma muito democrática. Principalmente na forma com interpretou, democraticamente claro está, um governo legítimo formado por dois partidos que não eram o seu. Provando a todos que mais não foi do que um instrumento ao serviço do PS.
Por isso não deixa de ser engraçado vê-lo a falar de democracia.
Se o outro foi o pai este foi o filho. Esperemos que não haja mais irmão ou filhos.

Nobel Literatura

Vai ser anunciado amanhã por volta das 12h.
Aguardemos com expectativa quem será o contemplado deste ano, na esperança que seja, para mim, uma descoberta ao nível de Vargas Llosa em 2010 ou uma confirmação de alguns "nobelizáveis".

9 de outubro de 2012

Despesa

Pergunta:
É possível cortar estruturalmente na despesa do estado sem reduzir funcionários e/ou salários e/ou pensões?
Resposta:
Não, não é.

De toda a despesa anual do estado, cerca de 80% estão alocados a despesas com funcionários públicos e pensionistas. Portanto, tudo o que não seja assumir esta realidade, é pura demagogia.
Socialmente vai ser um flagelo, isso vai.
Provavelmente vai servir de pouco porque o povinho ignorante na primeira oportunidade vai colocar novamente os socialistas no poder.
Convenientemente, este Governo deverá deixar uma blindagem legislativa no que diz respeito a esta matéria.

A voz dos clientes (1)

Soares, mais uma vez


Definitivamente não se cala, é um manancial de intelectualidade e de respeito pelos Portugueses.
Diz então, e passo a citar: "....resolveu pôr o ministro das finanças a dizer que os impostos vão aumentar imenso, que falta de sensibilidade e vergonha".
O calibre deste, não sei o que lhe chame.
Era muito melhor que nos dissessem que os impostos não vão aumentar, que já estamos em recuperação económica e que tudo isto é uma mentira inventada pelos detractores do governo.
Fico muito mais satisfeito quando nos mentem despudoradamente.
Como alguém fazia há não muito tempo.
Fico muito mais satisfeito quando me dizem que o défice é de 7% e passados 2 meses é de 9% (magia).
Quando me dizem que as PPP´s foram um excelente negócio para o País.
Quando me dizem que temos de investir em estradas, aeroporto, tgv, pois só assim recuperaremos.
Sim, sim, gosto muito mais de viver na mentira.
Sim, sim, façam como este diz, mintam, mintam, nunca nos contem a verdade, certamente que viveremos muito melhor.
É este o tal que se intitula o pai da democracia, seja lá isso o que for.

Alexandre Pires

A voz dos clientes

Inicia-se hoje, com periodicidade incerta e total liberdade de opinião, a rubrica: "Epá, isto está cheio de pessoal, vou ajudar-te a servir uns copos!" denominada, para ser mais simples por: "A voz dos clientes".
Quando os estimados clientes desta Taberna quiserem, o balcão estará sempre disponível, desde que a confiança seja suficiente, porque nem toda a gente pode mexer em dinheiro. Seja de que forma for, textos, fotos, vídeos, e tudo o que acharem por bem.
Agradeço antecipadamente a colaboração.
Enviem o material para: tabernaventura@gmail.com

8 de outubro de 2012

A decisão de Portas

O CDS representa, nesta altura, a maior franja de oposição ao Governo.
Portas terá, porventura, que tomar a decisão mais importante da sua carreira política.
No fundo trata-se de decidir entre:
a) ser sério e responsável para com o país com que se comprometeu; ou
b) adular às forças do partido.

4 de outubro de 2012

Melhor e Pior

Melhor plantel dos últimos 15 anos.
Pior treinador dos últimos 15 anos.

Belo palco


Tomorrowland 2012

Ainda a TSU

"O que é que tudo isto [medidas ontem apresentadas] significa? Que o populismo das últimas semanas vai servir para colocar mais portugueses no desemprego. É nisto que dão os consensos forçados por um Presidente de cabeça perdida, uma ex-líder com contas para ajustar, um Tribunal Constitucional que dá conselhos sobre governação e um líder da oposição entalado no seu partido. Fora um ex-primeiro ministro e ex-Presidente que perdeu a memória. Temos o que merecemos!"

Camilo Lourenço, hoje no Negócios.

Contraditório e relevância

Já que raramente os nossos media dão relevância às notícias positivas, deixo aqui transcrita a notícia do Jornal de Negócios de hoje:

“No conjunto de 2011 e 2012 reduziremos o défice estrutural do Estado em seis pontos percentuais do PIB. Estamos a falar de uma consolidação que não tem qualquer paralelo na história democrática”, afiançou Passos Coelho. Na despesa, também os resultados “desfazem quaisquer dúvidas”: em 2011 e 2012, “a despesa pública, mesmo com o forte aumento dos juros pagos, cairá mais de 10 mil milhões de euros”, uma redução “de 12% em termos nominais”.


A despesa pública corrente caiu no mesmo período “oito mil milhões de euros, isto é, mais de 10% em termos nominais”. E a própria “despesa corrente ficará 700 milhões de euros abaixo do que foi orçamentado”. E é assim “que o Governo apresenta resultados que confirmam o compromisso que fez com os portugueses de redução permanente da despesa do Estado”. 


Uma trajectória que vai continuar para permitir que “depois da opressão da dívida , possamos também aliviar os portugueses da excessiva carga fiscal, e para que o possamos fazer de modo duradouro”.

Triste Visão


Em tempos uma edição de referência onde se apresentavam matérias interessantes e baseada em bom jornalismo. Hoje encontra-se moribunda, desprovida de sentido e acima de tudo assume a falta de rigor informativo como a sua principal característica. Assim vai a Visão. Curiosamente do mesmo grupo que o Expresso, onde se passa praticamente o mesmo.
O artigo da edição de hoje assinado por uma tal de Alexandra Correia intitulado "Os caminhos alternativos da austeridade" chega a ser cómico tal a desfaçatez e a pulhice nela embutida.
Querer abordar e discutir temas sem perceber a semântica dos termos é de uma tristeza atroz, demonstra total incompetência e impreparação para as funções que desempenha.
Chega-se ao ridículo de destacar que uma das medidas tomadas em França como "caminho alternativo da austeridade" foi deixar de servir Champanhe e passar a servir Sidra nalgumas recepções no Palácio do Eliseu. Vejam bem o ridículo disto. Imaginem que em Portugal o governo anunciava que nas recepções oficiais se passaria a servir água-pé em vez de vinho. Não percebo como é que nenhum governo se lembrou disto para combater a austeridade. Fucking ridiculous.
A capa é ainda mais absurda. Tentar comparar o incomparável, pretende confundir, causar sensação, mas qualquer pessoas minimamente informada percebe a canalhice que lhe estão a querer impingir e pela qual pedem 3 preciosos euros.
Talvez assim se explique que a Sábado tenha tomado a liderança nas vendas neste tipo de publicações.

3 de outubro de 2012

Gaspar - 1as reacções

1) Comunica melhor o Gaspar sozinho que os outros políticos todos juntos;
2) Pela primeira vez o governo assume que a necessidade destas medidas têm uma só explicação - o chumbo por parte do tribunal constitucional à confiscação dos 2 subsídios nos funcionários públicos;
3) Aposto que os parolos do PS vão cantar vitória e mais uma vez vão recuar na sua posição e votar a favor ou abster-se na votação do OE;
4) Neste novo cenário só há aumento (brutal) de impostos enquanto que com a TSU haveria benefício para as empresas que poderia passar para o mercado;
5) As pensões vão ser reduzidas;
6) O aumento da carga fiscal no IRS deverá equivaler (contas por alto) à quase totalidade de um subsídio;
7) Mais uma vez reafirmo que enquanto não houver coragem para alterar a Constituição dificilmente haverá medidas estruturais na despesa do estado;
8) Finalmente o governo assumiu com clareza que assume a intenção de utilizar todos os meios legais ao seu alcance para renegociar as PPP's;
9) Infelizmente não foram apresentadas medidas de redução de despesa, remendo-as para o OE. Teremos que esperar para ver.

Algo me diz que...

...ainda vamos sentir saudades da TSU.

Viva a demagogia

Para os xuxas que visitam este blog e para os indecisos politicamente que alguma vez já cometeram o acto (insano) de votar no PS (sim, mais facilmente percebo que alguém vote no PCP ou no BE do que no PS), deixo mais alguns exemplos do que é essa coisa do socialismo e da demagogia:

Aqui e aqui. Desta vez por Hollande, o ridículo francês que é o ídolo do coitado português Tó-zé.

Mais uma herança Socrática


Teixeira dos Santos (a par de Sousa Franco) foram provavelmente os piores ministros das finanças da história de Portugal, tal como Sócrates foi com certeza o pior Primeiro Ministro de sempre. No entanto, é incrível como ainda há portugueses que acreditam e defendem esta gente.

Deixo aqui um apanhado de algumas declarações de Teixeira dos Santos sobre o BPN.

P.s. Se calhar assim já se começa a perceber que o negócio com o BIC até acabou por não ser mau. Pelo menos tapou-se a entrada do buraco.

2 de outubro de 2012

Sociedade fraquinha

Vivemos numa sociedade que, analisada como um todo, é muito fraquinha. A esta realidade não será alheio o facto de ser uma sociedade eminentemente de esquerda.
Basta reflectir sobre alguns dos últimos temas da actualidade e a forma como foram debatidos
- TSU;
- declarações do Borges;
- declarações do Tó-zé;
- manifestações;
- moções de censura;
- chumbos anunciados a um orçamento que ainda nem sequer começou a ser discutido;
- irresponsabilidade política dos partidos;
- PPP's;
- dívida e défice;
- problemas reais da economia;
- falta de coragem do governo para assumir de uma vez por todas as medidas que são necessárias sem recuos e sem cedência a chantagens irresponsáveis;
para perceber que os media são uns completos incompetentes no seu trabalho, o povinho é composto na sua maioria por ignorantes, de memória curta e cuja única preocupação é o próprio umbigo, e por fim, que a demagogia da esquerda é o elixir que melhor sacia uma sociedade ávida de ouvir o que lhe convém, mesmo que isso seja a mais pura das mentiras, seja irreal e quase sempre seja uma alarvidade económico-financeira (como o demonstram as nossas contas públicas).
Não ponho em causa a democracia e as suas características, mas custa-me viver numa sociedade em que a maioria das pessoas não é minimamente formada e informada nas questões políticas e ideológicas.
Felizmente tenho a sorte de lidar quase sempre com pessoas cuja formação e informação é bem acima da média geral e é isso que ainda me vai alentando e fazendo acreditar que um dia vamos mudar.

P.s. deixo o link para um artigo excelente de jaa no Delito de Opinião.

Festival Materiais Diversos 2012

Visto de Fora


Não poderia iniciar-se este artigo sem a ressalva de que não se pretende que as linhas que se seguem sejam uma crítica especializada e de especialistas aos espectáculos - concepção e apresentação -, mas tão só um olhar visto de uma óptica que terá sido provavelmente a que mais vezes foi utilizada por quem frequentou a 4ª Edição do Festival Materiais Diversos (FMD): a de um público atento, apreciador, disponível e culturalmente desperto para as artes, os espectáculos e todas as diferentes formas de demonstrar e promover a cultura.

Mais prolongado que em edições anteriores, a edição de 2012 do FMD, estendeu-se ao longo de 3 semanas (14 a 29 de Setembro), optando por concentrar nos fins-de-semana a maioria dos espectáculos e actividades. O formato manteve as características intrínsecas assumidas desde a primeira edição e que se têm vindo a consolidar de forma inequívoca. A grande novidade deste ano esteve relacionada com a presença de vários espectáculos de e com artistas brasileiros, que em muito valorizou o Festival. Prova que muitas vezes com as contrariedades, nomeadamente de cariz orçamental segundo o Editorial do FMD, surgem boas oportunidades de reconversão ao modelo previamente definido.

A classificação de espectáculo “à Diversos” é já uma assinatura bem presente no léxico do público que tem assistido ao longo da existência do festival regularmente aos espectáculos. Não devendo ser interpretada com sentido pejorativo, mas sim de uma forma característica e idiossincrática, que na prática resume em si uma das principais propriedades que o FMD se propôs desde início, tornando-a já uma marca.

Na impossibilidade de abordar aqui todos os espectáculos, destacar-se-ão alguns.


Sexta-feira, 14, 21h30min, a coreógrafa Marlene Freitas recebe-nos (literalmente) numa BlackBox completamente lotada e onde o calor se tornaria impossível de aguentar sem recurso aos leques distribuídos à entrada. Prepara-se para nos mostrar o seu “Paraíso” que passou por uma evolução coreográfica e conceptual dicotómica ao som de dinâmicas musicais controladas pela coreógrafa e com uma selecção musical cirúrgica, onde brilhou o tema “Psycho Killer” dos Talking Heads. Estava dado o mote para a 4ª edição do FMD.

Domingo, 16, na BlackBox, subiu ao palco a peça de teatro “Dulce”, representada por 4 actores, 2 brasileiros e 2 portugueses. Uma interpretação magnífica em que alegoricamente se representam duas sociedades tão próximas mas simultaneamente tão distintas com recurso a lugares comuns e ao quotidiano vulgar de dois casais que se encontram para uma refeição.


“Penthesilia” de Martim Pedroso, foi à cena no CTSP em Alcanena, no dia 21. Um espectáculo bastante aguardado e que prometia muito. Quem o viu não ficou com as expectativas goradas. Cénica e cenograficamente brilhante, um jogo de luzes impressionante, uma qualidade de representação dos 4 principais intérpretes fantástica, pese embora a barreira linguística, e um vídeo assombroso por tão envolvente. Nem as dificuldades técnicas de alguma dessincronização das legendas e dos volumes sonoros beliscaram a qualidade do espectáculo. Matim Pedroso tem sido um habitué do FMD (presente em todas as edições) e tem sido recompensador assistir à sua evolução como artista e criador.  Nota final para a envolvência da comunidade local neste espectáculo.

O Teatro Virgínia acolheu mais um dos espectáculos vindos do Brasil. Foi no dia 22 que a coreografia “Baseado em Fatos Reais” se apresentou a uma plateia pouco preenchida. Uma abordagem a algumas danças tradicionais brasileiras acompanhadas pela musicalidade de instrumentos típicos, fizeram deste espectáculo um momento muito agradável. Dois pormenores fizeram a diferença: - a captação sonora dos instrumentos estava perfeita, o que proporcionou uma sensação de maior envolvência com o espectáculo; - a possibilidade de subir ao palco no final do espectáculo para poder ver de perto as 1800 fotografias utilizadas e assim perceber grande parte do que se tinha acabado de passar no palco.


Denise Stutz, na BlackBox, com “3 Solos em 1 Tempo” desmistificou e demonstrou como a contemporaneidade da arte, neste caso da dança, pode perfeitamente passar pela simplicidade de conceitos e pela relação directa com o público, sem distorções e intelectualidades.

“Branca de Neve” foi o único espectáculo que subiu ao palco do Cine Teatro Rogério Venâncio nesta edição do FMD. Foi também o único projecto totalmente entregue à comunidade local, optando por uma modalidade já anteriormente utilizada no festival: “coaching” e apoio técnico garantidos pelo FMD. Não foi por isso que deixou de ser um espectáculo com pormenores muito interessantes, limpo, fluído, bem pensado e bem interpretado.


Com o penúltimo dia do Festival chegou aquele que, porventura, terá sido um dos melhores espectáculos da edição deste ano. Os brasileiros Foguetes Maravilha interpretaram “Ninguém falou que seria fácil” de forma soberba. Um texto genial resultou numa encenação sarcástica e labiríntica, mas simultaneamente divertida e envolvente. Contagiou o público e fez com que o sentimento, nem sempre fácil, de dominar o público se sentisse de forma clara. A ter que optar por o melhor espectáculo do FMD 2012, sem dúvida, a escolha recairia neste teatro.

Atlas, no Teatro Virgínia, dia 29, ousou transportar para o palco a partilha da experiência de vida de 100 pessoas da comunidade local (voluntários). Apesar da ideia ser engraçada, a monotonia da repetição tornou o espectáculo cansativo e após as primeiras 40 experiências partilhadas, completamente desinteressante.
sportar para o palco a experi|e de festival mais marcante.

Este ano a edição do FMD contou ainda com 3 concertos de música, 2 deles no improvisado palco do Museu da Aguarela Roque Gameiro, um local que de facto poderia e deveria ser muito mais utilizado para este tipo de eventos. No primeiro sábado do festival com Miúda A2 e no segundo com Noiserv. Para terminar, um concerto no Coreto de Minde dos leirienses Nice Weather for Ducks que, nos últimos temas mantiveram os sons electrizantes que caracterizam o universo musical dos seus membros e já conhecidos de projectos como Team Maria, embora não tenham tido a capacidade para agarrar um público que marcou presença e que esperava um final de festival mais marcante.

As noites do Ponto de Encontro foram um dos expoentes do FMD 2012. Mantendo a fórmula da gestão entregue a um grupo de voluntários e optando por entregar a DJ’s a responsabilidade de animar as noites, mais uma vez se verificou a forte adesão da população de Minde e arredores, proporcionando um saudável encontro de gerações e uma simbiose cultural de facto.

E porque a edição deste ano do FMD se inicia com e a falar de números termina este artigo também com alguns números. 1099 palavras, 6940 caracteres (com espaço), 5860 caracteres (sem espaços), 15 parágrafos, 11 espectáculos abordados.


Fotos Joana Patita